sexta-feira, 31 de março de 2017

ÁGUA BRANCA, ALAGOAS - Turismo de aventura com trilhas do cangaço, cachoeiras, esportes radicais e um centro histórico apaixonante




CONHEÇA A CIDADE DE "ÁGUA BRANCA", ALAGOAS, BRASIL
Foto - PMAB
ÁGUA BRANCA, ALAGOAS - DESCUBRA, CONHEÇA E APAIXONE
Do artesanato a culinária regional, comércio e turismo, diversos segmentos para receber bem o turista, para que os visitantes possam conhecer e desfrutar das maravilhas da região serrana. 
Apostando no circuito do frio, que atrai turistas de cidades vizinhas e outros destinos de Alagoas, o município se prepara para melhor recepcionar seus visitantes. Além das pousadas existentes, moradores e proprietários de imóveis interessados em hospedar turistas, contam com a assessoria do programa Casa e Café, do Sebrae, especializado em treinamentos para adequação da estrutura de receptivos.
Foto - PMAB
A Prefeitura também programa disponibilizar áreas para camping, além de divulgar orientações sobre roteiros alternativos de hospedagem, em cidades vizinhas. 
Para o turista que visitar Água Branca a Prefeitura programa oferecer uma série de atrativos, como trilhas ecológicas por roteiros do cangaço, caminhadas por serras e outros passeios inesquecíveis, tendo como cenário o casario histórico da região.
Foto - PMAB
População estimada 2016 (1) - 20.422
Área da unidade territorial 2015 (km²) - 468,846
Densidade demográfica 2010 (hab/km²) - 42,62
Código do Município 2700102
Gentílico - água-branquense
Prefeito 2017 / JOSÉ CARLOS DE CARVALHO
ORIGEM DO NOME
O topônimo Água Branca é proveniente do fato de haver, ali, uma fonte de água muito clara. 

Gentílico: água-branquense
Histórico
Água Branca 
Alagoas - AL
HISTÓRICO 
O território de Água Branca, em meados do século XVII, fazia parte das sesmarias que compreendiam também os atuais municípios de Mata Grande, Piranhas e Delmiro Gouveia. 
Para diferenciar de Mata Grande, do qual durante muito tempo foi povoado, chamou-se primitivamente Mata Pequena ou Matinha de Água Branca.
A penetração em terras do município deve-se a três irmãos de família Vieira Sandes, vindos de Itiúba, povoação do Rio São Francisco. 
Atraído pelas boas pastagens oferecidas pela zona da caatinga, e pela riqueza da região serrana, o capitão Faustino Vieira Sandes desbravou o município, instalando uma fazenda de gado. 
Gentílico: água-branquense
Foto - PMAB
CASA DO BARÃO DE ÁGUA BRANCA EM ÁGUA BRANCA, AL
Casa de nº 01, situada à Rua Barão de Água Branca onde residiu o Capitão-Mor Joaquim Antônio de Siqueira Torres (Barão de Água Branca). 
O Capitão-Mor Joaquim Antônio de Siqueira Torres, recebeu do Papa Leão XIII, a comenda de São Gregório por ter construído no ano de 1871, com recursos próprios, a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, um dos mas belos templos do Estado de Alagoas e ter ordenado a padre dois filhos: Pe. Cícero de Siqueira Torres e Joaquim Antônio de Siqueira Torres. Recebeu também do imperador D. Pedro II o título honorifico de Barão de Água Branca. Preocupado com a educação dos filhos , formou em Direito o Bacharel Miguel Archanjo de Siqueira Torres, que exerceu o cargo de Juiz de Direito desta Comarca, o Engenheiro Agrônomo Antônio Vieira Torres, que foi Coletor Federal no município e o Engenheiro Luiz de Siqueira Torres, que exerceu mandatos de senador e vice-governador do Estado de Alagoas.
Foto - PMAB
CENTRO HISTÓRICO DE ÁGUA BRANCA, ALAGOAS
O Centro histórico da cidade é representado pelas Igrejas, Casarios, Casa do Barão de Água Branca, Praça de Nossa Senhora do Rosário, Praça da Matriz e Praça Fernandes Lima. Este conjunto arquitetônico é um dos maiores atrativos. Além da beleza é realmente uma grande obra de arte. Pois possui na sua arquitetura o estilo Barroco e Colonial 
Fonte: Por Edvaldo de Araújo Feitosa
Foto - PMAB
Foto - PMAB
Foto - PMAB
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IGREJA DE NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO DE ÁGUA BRANCA, AL
(1º construção feita em plena mata) equidistante de três núcleos de povoamento: Várzea do Pico, Olaria e Boqueirão, construída no ano de 1770 pelo Major Francisco Casado de Melo, apresentando características do Século XVII, isto é: fachada com frontão triangular, telhado a beira-seveira. Na parte interna destaca-se um arco cruzeiro com capitéis elegantes, chave em ogiva e altares laterais com detalhes em madeira ao seu redor. 
Possui para a devoção de seus fiéis as imagens de: 
Santo Antônio - Século XIX, com grande resplendor em prata 
Nossa Senhora das Dores - Século XIX 
Nossa Senhora da Apresentação - Século XIX 
São Sebastião Popular 
Nossa Senhora do Rosário, com menino vestido, princípios do Século XIX, formando assim um patrimônio religioso de grande valia.
Foto - PMAB
IGREJA MATRIZ DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO DE ÁGUA BRANCA, AL
De estilo barroco, foi construída no ano de 1871 (Século XIX), pelo Capitão-mor, Joaquim Antônio de Siqueira Torres (Barão de Água Branca) com uma área de 1.100 m² .Sua beleza encantadora nos faz dizer principal cartão postal da cidade. 
No seu interior encontramos as imagens de: 
São José - com resplendor dourado. 
São João Menino. 
Senhor dos Passos. 
São Joaquim - Com rico resplendor dourado. 
Senhor Morto - em talha bastante simples com braços móveis. 
Santa Ana com Nossa Senhora Menina - Século XIX 
Nossa Senhora da Soledade - Século XIX 
Nossa Senhora da Conceição - com coroa de prata. (padroeira deste município) 
Estas imagens foram esculpidas pelo imaginário Antônio Pedro da cidade de Penedo estado de Alagoas. O maior evento cultural / religioso desta cidade acontece no dia 08 de dezembro de cada ano subseqüente (Festa da Padroeira Nossa Senhora da Conceição) e também aniversário do seu benfeitor (Barão de Água Branca)
Foto - PMAB
Foto - PMAB
ARTESANATO EM ÁGUA BRANCA, AL 
Madeira
Encontramos miniaturas de móveis, carros, jangadas, peão (brinquedos), colheres de pau, gamela, cachimbo, casas, pilão, cabides, (utensílios), quadros, estátuas (obra-de-arte) em diversos tamanhos. Os artesãos que com seu talento, transformam a madeira em obra de arte, pela técnica de esculpir, utilizando ferramentas simples como: serrote, formão, martelo e estilete são: Cristiano Guimarães, Daniel e Claudionor Guimarães da Silva (Nozinho)
Foto - PMAB
Tecido
A diversidade é grande. Pois no artesanato em tecido temos: pontos de cruz, singeleza, rendas, bordados, tricô e crochê, que são produzidos em toalhas, panos de prato e colchas. Nas comunidades (Tinguí, Lagoa do Feijão, Sítio Covões, Salgadinho, Papa Terra, Alto dos Coelhos, Várzea do Pico). Na cidade encontramos vários artesãos, que contribuem para o desenvolvimento artesanal deste município.
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Tela
Nas artes plásticas, pinturas de cartazes (tela) destacamos os artistas da terra que na maioria das vezes expõem os seus trabalhos nas feiras de ciências e culturas organizadas pelas escolas e município. Destacamos alguns nomes desta arte: Gilberto (Gil Artes) Reginaldo Enoque dos Santos, Reginaldo Medeiros, Egídio Sandes e Maria Cristiane Lima de Souza (Ana)
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Couro
Até hoje esse trabalho é feito nos moldes tradicionais da cultura popular desse povo. 
Na cidade existem cinco tendas. Duas situadas à rua São Bento s/n, uma pertencente ao artesão Sr. Severino Batista de Oliveira e outra ao Sr. Jean Araújo da Silva (toquinha). Duas situadas à rua Cônego Nicodemos s/n, uma pertencente ao Sr. José de Augusto e a outra ao Sr. Mauro Raimundo Gomes, e outra situada à rua Sto Antônio pertencente ao Sr. Manuel de Aia, que produzem os seguintes produtos: alpargatas, sandálias, chapéus cintos e sapatos.
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Na comunidade Tabuleiro que fica uma distância de aproximadamente 8Km da cidade, encontramos os artesãos: Hélio Eduardo da Silva, João Eduardo da Silva e as artesãs: Auxiliadora da Conceição Dias e Maria Creuza da Conceição que produzem: cintos, selas e arreios para animais.
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Porcelana Fria
Assim chamamos os produtos de um trabalho artesanal em que os artesãos utilizam como matéria prima: maisena, vaselina, água e tinta de tingir tecido, que são produtos de fácil aquisição no comercio local.
Na cidade existem as artesãs que são: Jane, Salete Zuza, Sandra, Sandra Regina, Cíntia Daniela, que são as pioneiras nessa arte.
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Bijuterias
Inovação artesanal que possui um futuro promissor pela inovação das peças produzidas e pelo preço acessível. 
Na cidade encontramos a artesã Srª Márcia Freire que procura em outros centros comerciais, pedras preciosas e utensílios que o suporte a confecção dos produtos.
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Palha de Ouricurizeiro e Bananeira 
O artesanato em palha é produzido em simples residências nas comunidades da Serra do Ouricuri, Serra das Viúvas, Sítio Baixa do Pico e Várzea, que ficam a uma distância de aproximadamente 4Km da cidade. Os produtos são: bolsas, chapéus, vassouras, tapetes, esteiras e abanos, que são colocados em feiras populares da região. A matéria prima utilizada na confecção desses produtos são: palhas de ouricurizeiro (planta da família das palmáceas) e palhas de bananeiras (planta da família das musáceas) que após cortadas sofrem um processo de secagem natural para extração da umidade.
As artesãs que com toda simplicidade fazem dessa arte o seu meio complementar de sobrevivência são: Maria José de Araújo, Maria do Carmo de Araújo e Maria de Lourdes da Conceição.
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Cipó
O artesanato em cipó está centralizado nas comunidades: Serra do Paraíso, Serra da Laranjeira e Sitio Baixa do Pico que ficam a uma distância de aproximadamente 4Km da cidade. Os produtos são: cestas, caçuá, caqueiras, cadeiras, balaios etc. A matéria prima utilizada na confecção destes produtos é o cipó (planta da família das sarmentosas ou trepadeiras) existentes nas serras da região hoje ameaçado de extinção por não haver interesse em planejar o seu cultivo. Sobrevivem desta obra de arte a artesã "Dona Jú" e os artesãos: Abel Rufino dos Santos, José Lima dos Santos e Valdomiro dos Santos.
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Barro
O artesanato em barro é uma arte milenar conhecida desde os tempos mais remotos. No município de Água Branca existem as comunidades: Sítio Olaria, Sítio Onça e Sítio Campo Verde, todas pioneiras na fabricação artesanal dos produtos em barro. Os processos de fabricação vai desde a extração do barro passando por destorroamento, peneiramento, adição do barro vermelho (para reduzir os efeitos da expansão que produz trincas nas peças queimadas), água, moldagem das peças, secagem a sobra, forno e queima. Merece destaque as artesãs: Maria Júlia da Conceição Irací Maria da Conceição, Maria São Pedro, Sebastiana dos Santos Cordeiro e Maria Vieira dos Santos.
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Fuchico
Atividade artesanal que consiste em aproveitar retalhos de tecidos para confeccionar o fuchico, uma linda flor de tecido com um arranjo central de miçanga.
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CONHEÇA MAIS DA CIDADE DE ÁGUA BRANCA, ALAGOAS
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TRILHA DO CANGAÇO EM ÁGUA BRANCA, AL
Foto - alagoas24horas.com.br
ESPORTES RADICAIS EM ÁGUA BRANCA, AL
Foto - alagoas24horas.com.br
TRILHA DA ILHA DA COBRA, ÁGUA BRANCA, AL
Foto - alagoas24horas.com.br
CENTRO HISTÓRICO DE ÁGUA BRANCA, AL
Foto - PMAB
ACESSO À CIDADE DE ÁGUA BRANCA, AL
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SERRA DO CAVALO, ÁGUA BRANCA, AL
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Foto - PMAB
MIRANTE EM ÁGUA BRANCA, AL
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VISTA PARCIAL DE ÁGUA BRANCA, AL
Foto - PMAB
Foto - PMAB
CACHOEIRA VAI E VEM EM ÁGUA BRANCA, AL
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ESTA EH A BANDEIRA DA CIDADE DE ÁGUA BRANCA, ALAGOAS
ESTE EH O BRASÃO DO MUNICÍPIO DE ÁGUA BRANCA, ALAGOAS
VALEU PELA VISITA, SEMPRE VOLTE



Fonte / Fotos = IBGE / Thymonthy Becker / Governo de Água Branca, AL, / Wikipédia / alagoas24horas.com.br / 

MARECHAL DEODORO, ALAGOAS - Foi a primeira capital de Alagoas, e numa simpática viela de colorido casario colonial, nasceu Marechal Deodoro da Fonseca, seu filho mais Ilustre




CONHEÇA A CIDADE DE "MARECHAL DEODORO", ALAGOAS, BRASIL 
O centro histórico de Marechal Deodoro em Alagoas tem muitas construções antigas, mas nem tudo está preservado
A primeira capital de Alagoas ganhou, em 2006, o título de Patrimônio Histórico Nacional. Reúne um conjunto de dez igrejas, a maioria em ruínas. Entre elas estão a Senhor do Bonfim (1755), no bairro de Taperaguá, a N.S. do Amparo (1757), na Rua Ladislau Neto, e o importante complexo (atualmente em restauração, fechado para visitas) onde ficam o Museu de Arte Sacra, o Convento de São Francisco e a Igreja de Santa Maria Madalena. A casa onde o Marechal Deodoro da Fonseca viveu até os 16 anos é um museu, na rua que leva o seu nome (uma simpática viela de colorido casario colonial). Você pode estacionar o carro ali e, com um guia do museu, conhecer os arredores.
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População estimada 2016 (1) - 51.715
Área da unidade territorial 2015 (km²) - 332,140
Densidade demográfica 2010 (hab/km²) - 138,62
Código do Município 2704708
Gentílico - deodorense
ORIGEM DO NOME
Eh uma homenagem ao proclamador da república do Brasil, Marechal Deodoro da Fonseca.
Gentílico: deodorense
HISTÓRICO
Depois do descobrimento do Brasil pelos portugueses, os franceses começaram a se interessar pelo pau-brasil. Aportaram, então, numa praia perto da mata, onde hoje está situada a Praia do Francês, no atual município de Marechal Deodoro, e passaram a contrabandear a madeira com a ajuda dos índios Caetés.
Com o objetivo de defender a sua nova colônia, a Coroa Portuguesa dividiu o país em 15 lotes, ou Capitanias Hereditárias, que eram entregues a donatários que tinham o direito de guardá-la militarmente, fundar vilas e povoados. Tinham a obrigação, porém, de pagar impostos à Coroa.
Coube a Duarte Coelho Pereira a Capitania de Pernambuco, que continha o território do que hoje é o Estado de Alagoas.
O donatário, resolvendo pôr fim ao contrabando do pau Brasil, combateu os franceses e todos os índios que os ajudaram, fazendo, desta forma, inimizade com os Caetés.
Em 1554, acreditando estar tudo sob controle, Duarte Coelho foi a Portugal, vindo a falecer lá. Quando tomaram conhecimento da morte do donatário, os Caetés começaram a atacar os povoados. Foi num desses ataques que os índios antropófagos mataram e comeram o Bispo D. Pero Fernandes Sardinha, que tinha naufragado no Rio Coruripe.
A Capitania começou a desenvolver-se com o plantio de cana-de-açúcar, o que levou ao aparecimento de muitos engenhos. Em pouco tempo foi necessário reordenar a capitania, dividindo-a em sesmarias.
A Sesmaria de Madalena ficou sob a responsabilidade de Diogo de Melo e Castro, e tinha os seguintes limites: cinco léguas do litoral da Pajuçara, ao Porto do Francês, com sete léguas de frente a fundos para o Sertão e mais quatro léguas da boca do Rio Paraíba.
Mas, não cumprindo as regras de povoamento da sesmaria em cinco anos, o primeiro sesmeiro perdeu a concessão, sendo substituído por Diogo Soares da Cunha. Esse fundou a vila denominada Madalena de Subaúma, deixou-a aos cuidados do Capitão-mor Henriques de Carvalho, e voltou para Portugal. Foi então que seu filho, Gabriel Soares da Cunha, assumiu a chefia do patrimônio, com o título de Alcaide-mor de Madalena.
A vila começou a desenvolver-se onde hoje é o bairro de Taperagua, uma planície em volta ao Rio Sumaúma e a Lagoa Manguaba. Um lugar de visão privilegiada permitia que o inimigo fosse vigiado.
Em 1630, os holandeses invadiram a Capitania de Pernambuco, mas mesmo assim a sesmaria de Madalena de Subaúma crescia, tendo a agricultura como principal fator de desenvolvimento. Muitos engenhos surgiam e já era fabricado e exportado o açúcar da região. Neste cenário, o quarto Donatário da Capitania de Pernambuco, Duarte de Albuquerque Coelho, criou a Vila de Santa Maria Madalena da Lagoa do Sul.
Não tardou para que a Vila de Santa Maria Madalena se tornasse a mais desenvolvida da época. Foi então que passou a abrigar a sede da Comarca de Pernambuco.
Esta comarca teve 17 ouvidores, sendo o último António José Ferreira Batalha, o temido Ouvidor Batalha e, foi graças a sua administração o Rei D. João VI assinou o Decreto Régio que separou politicamente Alagoas de Pernambuco, no dia 16 de Setembro de 1817. A situação econômica da recém criada capitania era destaque, principalmente de duas vilas: a de Alagoas da Lagoa do Sul (atual Marechal Deodoro) e Maceió.
Em 1823, num cenário de lutas para consolidar a independência do Brasil, a vila de Alagoas recebeu o foral de cidade e passou a ser sede da capital da Província, sendo o primeiro Presidente Nuno Eugênio de Lossio e Seiblitz.
Em abril de 1838 Agostinho da Silva Neves assumiu a Província e, no ano seguinte, transferiu o cofre do tesouro para Maceió. Era o início da mudança de capital. Assim, no dia 9 de dezembro de 1839, foi sancionada a Resolução Legislativa n.º 11, transferindo a metrópole para Maceió.
Filho do Coronel Manuel Mendes da Fonseca e pertencente a uma família de tradição militar, o Marechal Manuel Deodoro da Fonseca ingressou na Escola Militar do Rio de Janeiro em 1843, com pouco mais de 15 anos.
Participou ativamente da guerra entre Uruguai e Paraguai, voltando de lá com o título de Coronel.
Em 1884 passou a ser Marechal e cinco anos após, no dia 15 de novembro de 1889, proclamou a República Brasileira. Sendo o primeiro Presidente da República do Brasil, permanecendo no cargo até ao dia 23 de novembro de 1891, quando, já muito doente, passou o cargo para o também alagoano Marechal Floriano Peixoto.
Depois da renúncia de Deodoro, muitas rebeliões assolaram o país. O Congresso exigiu novas eleições para presidente. Mas Floriano foi irredutível. Os militares fizeram diversos manifestos pela volta de Deodoro. Mas enquanto isso, sua saúde piorou gradativamente, até que o Marechal Manuel Deodoro da Fonseca morreu ao no dia 23 de agosto de 1892.
foto -  Sérgio Falcetti
ARTESANATO NA CIDADE DE MARECHAL DEODORO, ALAGOAS
Marechal Deodoro: sinônimo de interação entre natureza e a arte. O município mostra exemplos do que há de mais belo no artesanato, com as rendas como o labirinto e o filé, unindo a beleza das cores à suavidade dos fios.
A cada passo que se dá em Marechal Deodoro pode-se apreciar algum tipo de artesanato feito pelos moradores locais. Ora vê-se uma senhora sentada à porta de casa manuseando a agulha e a linha para produzir uma blusa de filé, ora encontra-se um artesão moldando tiras de palha para fazer uma cesta. Faz parte da tradição de cada família: os filhos aprendem com os pais, as filhas com as mães, tias ou avós. Definitivamente o artesanato está enraizado na cultura de cada família, tal como a música.
Cena muito comum na cidade de Marechal Deodoro, Alagoas
Para o visitante que chega e se encanta com as artes deodorenses, nada melhor do que visitar o Espaço Cultural Santa Maria Madalena da Lagoa do Sul. Um prédio bonito, que dantes abrigava o armazém do arroz, foi recentemente restaurado e transformado num pólo, onde 183 artesãos dividem oito oficinas e vendem diretamente ao turista peças confeccionadas nos pontos tipicamente deodorenses, como filé, bilro, singeleza, labirinto, richeliê, além de ponto cruz, tricô, crochê. Outras peças ainda são feitas a partir do fuxico, mosaico e do trançado das titaras.
Nas mãos de habilidosas rendeiras, o bordado transforma-se num dos mais importantes trabalhos para a economia de Marechal Deodoro. E, percebendo a projeção que o artesanato deodorense alcança em todo o país e no exterior – e a importância que o mesmo representa para a cultura local – a administração municipal visa desenvolver iniciativas para reativar as antigas tradições artesanais. No próprio Centro Cultural, algumas ações já são viabilizadas neste propósito.
E, como prova da força do trabalho artesanal de Marechal Deodoro, as rendas confeccionadas no local ultrapassaram as fronteiras do país, com a beleza das cores e suavidade dos fios. Muitos dos artigos produzidos no município já podem ser encontradas em Miami e países europeus. É Marechal mostrando as cores de Alagoas para o mundo! Mas a produção artesanal deodorense não se limita aos fios coloridos das rendas. Embora ainda em pequena escala, o município conta com uma produção artesanal de instrumentos musicais, bonecos articulados de madeira e utensílios de pesca em geral. O fabrico de embarcações para pesca é facilitado pela boa adequação da jaqueira e mangueira, abundantes em todo o centro e arredores da cidade.
Ainda em Marechal Deodoro, mais especificamente no povoado de Barra Nova, o visitante pode encontrar um tipo de artesanato diferenciado, produzido em porcelana que mescla diferentes técnicas de pintura em vidro, e também na fundição de pedaços de vidro para a elaboração de painéis, vitrais, na ilustração de paredes e na confecção de objetos decorativos, conferindo também extrema beleza a objetos de uso diário como xícaras, pratos e tigelas.
Labirinto
Trabalho artesanal que consiste em desfiar um tecido esticado num tear, depois risca-se o desenho que dará forma à renda e começa-se então o bordado. Como o tempo de execução pode ser bastante demorado, algumas famílias dividem as etapas de cada peça de Labirinto.
Filé
Também executado num tear, o Filé inicia-se armando uma malha quadriculada, ao fundo, com um tecido que assemelha-se a uma rede de pesca. Com uso de linha de cor branca, compõe-se desenhos em barras estampadas.
Cultura de Marechal Deodoro, Alagoas
O município de Marechal Deodoro tem na cultura uma das suas mais fortes características. Das ruas da cidade soam acordes musicais como se cada pedra contasse um pouco de história, embalada pelo som das suas filarmônicas. As pessoas nascidas nesta terra têm nas mãos algo de delicado, próprio para o artesanato, para as rendas tão famosas.
É de Marechal Deodoro o famoso Nélson da Rabeca, músico virtuose que decidiu enveredar pela arte aos 60 anos de idade, depois de construir o seu próprio instrumento. Hoje, o ex-cortador de cana-de-açúcar viaja pelo País inteiro levando consigo a esposa, dona Benedita, sua rabeca e os ritmos que aprendeu na sua terra natal: baião, xote, xaxado e a marcha.
Mas a tradição artística do município não fica por aí. Andar pelas ruas do centro da cidade ou pelos povoados de Marechal Deodoro implica estar perto de exemplares típicos do artesanato alagoano, das rendas delicadas feitas pelas artesãs locais. Pontos como o filé e o labirinto são ensinados de mãe para filhas. E, os filhos, aprendem com os pais a arte de pescar ou o jeito ágil de moldar estátuas em argila ou madeira.
As tradições populares também são bem resguardadas em Marechal. Grupos folclóricos fazem questão de preservar folguedos como o pastoril, o coco-de-roda ou o guerreiro, a fim de mostrar aos visitantes e ensinar às futuras gerações a essência do povo das Alagoas.
A religiosidade é outro traço marcante do município. Além das suas belíssimas igrejas centenárias, as festas em honra de santos são um costume preservado ao longo dos tempos. A festa da padroeira Nossa Senhora da Conceição, por exemplo, tem tanto de religioso, quanto de teatral. Um espetáculo que leva, sem dúvida, os espectadores a uma viagem através dos séculos.
Respirar os ares do século XVII e XVIII pelas ruas estreitas e antigas da cidade é, sobretudo, penetrar nos cenários de importantes acontecimentos históricos. Entrar no clã dos Fonseca, a casa da família de Marechal Deodoro; no belíssimo Museu de Arte Sacra de Alagoas, com peças raríssimas e de grande valor para o patrimônio sacro brasileiro. Os casarões e as famosas igrejas completam uma preciosa arquitetura que pode ser apreciada na cidade que mereceu ser a primeira capital do Estado.
Folclore:
Mais uma das manifestações populares preservadas em Marechal Deodoro
As tradições populares são bastante cultuadas no município de Marechal Deodoro. Os folguedos, as bandas de pífanos e filarmônicas, a literatura de cordel, entre outros, dão vida renovada aos costumes seculares e têm a continuidade garantida pelas gerações mais novas.
Dentre os folguedos mais representados, destacam-se o pastoril, o guerreiro, as quadrilhas, as cavalhadas, o boi de carnaval, os bonecos de carnaval, o coco-de-roda, o toré, a chegança e as baianas. Este último merece destaque por ser composto por senhoras da terceira idade que esbanjam saúde e vitalidade nos ensaios semanais. Além disso, elas se organizam para confeccionar as roupas usadas nos espetáculos e fazer outros trabalhos manuais que, vendidos, geram receita em prol da associação da qual fazem parte.
Marechal é também uma cidade extremamente musical; são gerações de músicos que levam à frente a veia musical existente nos moradores. É raro encontrar uma família deodorense que não tenha pelo menos um membro envolvido com a música. Os folguedos mais expressivos ocorrem normalmente nas festas populares como o Carnaval, São João e Natal.
Grupos vestidos com roupas especiais se manifestam cantando a representação de um drama e, ao mesmo tempo, dançando. Em suas manifestações registram-se claramente, a poesia popular, o artesanato, a dança, as alegrias e a música, caracterizadamente de domínio público.
Música
Os acordes que embalam cinco séculos de gerações. A musicalidade deodorense é uma coisa natural. Os nativos da região costumam dizer que, no município, as crianças já crescem com um pífano na boca. Exageros à parte, o fato é que praticamente todas as famílias possuem ao menos um membro envolvido diretamente com a música.
Essa íntima ligação com as artes musicais está exposta na quantidade de grupos oficiais existentes no município. Algumas filarmônicas e associações oficiais como a Banda de Pífanos “Esquenta Muié”, a Sociedade Filarmônica Santa Cecília e a Filarmônica Manoel Alves Santos representam essa riqueza cultural que passa de geração para geração através dos tempos.
No Encontro Nacional de Coros de Maceió (ENCORAMA), que há cinco anos acontece simultaneamente em Maceió e em Marechal Deodoro, a população marca sua presença anualmente para prestigiar os filhos de sua terra e apreciar os espetáculos ofertados. Este ano, além dos coros oriundos de diversas partes do Brasil, a cidade recebeu uma Tuna Acadêmica de Coimbra (Portugal) – grupo constituído por estudantes que tocam músicas tradicionais lusitanas, embalados pelos belíssimos acordes da guitarra portuguesa e pelo acordeom.
AQUI A CATEDRAL DE NOSSA SENHORA DA IMACULADA CONCEIÇÃO DA CIDADE DE MARECHAL DEODORO, ALAGOAS
foto -  Sérgio Falcetti
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IGREJA DE NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO EM MARECHAL DEODORO, ALAGOAS
foto -  Sérgio Falcetti
IGREJA DO SENHOR DO BONFIM NA CIDADE DE MARECHAL DEODORO, ALAGOAS
foto -  Sérgio Falcetti
CAPELA DA BOA VIAGEM EM MARECHAL DEODORO, ALAGOAS
foto -  Sérgio Falcetti
MUSEU DE ARTE SACRA DA CIDADE DE MARECHAL DEODORO, ALAGOAS
foto - Wikipédia
PRAIA DO FRANCES EM MARECHAL DEODORO, ALAGOAS
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foto -  Sérgio Falcetti
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CASA ONDE NASCEU O PRIMEIRO PRESIDENTE DA REPÚBLICA DO BRASIL. MARECHAL DEODORO DA FONSECA, EM MARECHAL DEODORO, ALAGOAS
foto -  Sérgio Falcetti
Marechal Deodoro possui grande valor histórico, principalmente por ter sido a primeira capital do Estado e berço do proclamador da República, que deu nome à localidade. Tombada pelo Patrimônio Histórico, tem valor arquitetônico riquíssimo, onde se destaca o complexo franciscano de Santa Maria Madalena. O município é banhado pelas lagoas Mundaú e Manguaba. E tem como atrativos naturais a Ilha de Santa Rita (maior ilha lacustre do país e área de preservação ambiental), a prainha, a Praia do Saco (própria para o nudismo), a Bica da Pedra, o povoado de Massagueira e a conhecida Praia do Francês. Os eventos são: Campeonatos de Surf, Festival de Verão, Carnaval, Festa do Pato, Baile Histórico, São João, Festival Lacustre e Encontro Cultural.
A paixão pela música se faz presente por ali em quatro antigas orquestras; em bandas de pífanos, como a Esquenta Muié, e na obra do compositor Nelson da Rabeca, ilustre filho local. Outro orgulho é o delicado e colorido filé, renda típica da terra.
MONUMENTO AO FILHO ILUSTRE EM MARECHAL DEODORO, ALAGOAS
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MUSEU DEODORO NA CIDADE DE MARECHAL DEODORO, ALAGOAS
foto -  Sérgio Falcetti
foto -  Sérgio Falcetti
foto -  Sérgio Falcetti
O reinado do prefeito durou pouco em Sucupira, quer dizer, em Marechal Deodoro, 28 quilômetros ao sul de Maceió. A rocambolesca trajetória do político dominou a cidade por apenas duas semanas, entre o fim de janeiro e o começo de fevereiro, quando lá foi gravada parte do filme O Bem Amado, obra de Dias Gomes dirigida por Guel Arraes.
E a cidadezinha alagoana, que tem é história para contar do passado político do País – foi a primeira capital do Estado e o berço do primeiro presidente da República, Marechal Deodoro da Fonseca –, agora é mais uma cena na trajetória da filmografia nacional. Mas o município não é cenário perfeito apenas para o cinema. É também um ótimo roteiro para visitar no fim de semana, já que fica logo ali
BUSTO DE MARECHAL DEODORO EM MARECHAL DEODORO, ALAGOAS
foto -  Sérgio Falcetti
SEDE DO PODER LEGISLATIVO - CÂMARA DE VEREADORES DA CIDADE DE MARECHAL DEODORO, ALAGOAS
foto -  Sérgio Falcetti
Marechal Deodoro fica localizada ao sul de Maceió, e pode ser percorrida num passeio de um dia. Capital do Estado até 1839 e berço do primeiro presidente do Brasil – a casa de sua mãe, a “patriota e matriarca” Roza Maria da Fonseca, como exaltam os guias, é ponto turístico ainda hoje –, é uma agradável surpresa. E tem atrativos que vão bem além da História.
CONHEÇA UM POUCO MAIS DESTA ENCANTADORA CIDADE DE MARECHAL DEODORO, ALAGOAS.
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A História não é o único trunfo turístico de Marechal Deodoro. Banhado pela lagoa Manguaba, o povoado de Massagueira, uma pacata colônia de pescadores, é mais uma atração da cidade. O lugar faz jus à vocação do estado para cenário de cinema: junto com outros vilarejos, serviu de locação para o filme alagoano mais antigo com cópia ainda existente, Casamento é Negócio?, de Guilherme Rogato, rodado no começo dos anos 30.
Hoje, a vila leva fama de centro gastronômico – mas bastante rústico, que fique registrado. À beira da lagoa, bares servem pratos fartos à base de frutos do mar: carapeba ao molho de camarão, caldo de sururu, fritada de siri, agulhinha crocante...
foto -  Sandra farina
foto - Sandra farina
foto - Magalhães Jaime
foto - Magalhães Jaime
foto -  Sérgio Falcetti
foto -  Sérgio Falcetti
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foto - Sandra Farina
foto - ?
foto -  Sérgio Falcetti
foto - Sandra farina
NÃO DEIXE DE CONFERIR EM MARECHAL DEODORO, ALAGOAS
A cidade fica a 28km de Maceió, pela AL-101 e, depois, a AL-215. No caminho, atravessam-se as lagoas Mundaú e Manguaba.
O Centro Histórico pode ser percorrido a pé e inclui atrações como o Conjunto Arquitetônico Conventual Franciscano de Santa Maria Madalena; a Casa de Marechal Deodoro, hoje um museu, e o Palácio Provincial, edifício colonial que abriga a sede da prefeitura.
Renda: 
peças trabalhadas em filé podem ser encontradas na sede da Associação Artesanal de Marechal Deodoro e no Espaço Cultural, que vende também o delicado labirinto. Há de marcadores de livros a toalhas de mesa, além de jogos americanos e colchas. Preços a partir de R$ 2.
(Por - Ana Lúcia Borges)
ESTA EH A BANDEIRA DA CIDADE DE MARECHAL DEODORO, ALAGOAS 
ESTE EH O BRASÃO DO MUNICÍPIO DE MARECHAL DEODORO, ALAGOAS